Empresas reclamam da falta de profissionais para 22 tipos de ocupação
*Por Marta Vieira - Estado de Minas
No momento de reativar máquinas e retomar contratos suspensos depois da crise financeira mundial, a indústria de transformação e as empresas prestadoras de serviços esbarram em nova dificuldade, desta vez, de encontrar uma série de profissionais que voltam a se tornar escassos no mercado de trabalho. A falta de mão de obra, que já era uma constante na construção civil, agora, afeta áreas sensíveis das fábricas, a exemplo da produção de equipamentos industriais, de alimentos, desenvolvimento de produtos e programas tão necessários de redução de custos. No varejo, até mesmo para preencher cargos essenciais à reposição de estoques e operação de caixa, os patrões é que estão correndo atrás de candidatos a vagas.
Essa corrida surpreendente pode ser observada em pelo menos 22 funções que as empresas procuram ocupar na Grande Belo Horizonte, de engenheiros de desenvolvimento de produtos, passando por soldadores a padeiros e confeiteiros, conforme levantamento feito pelo Estado de Minas. Foram ouvidas três empresas especializadas no recrutamento de mão de obra – grupo Selpe, PrestaRH e agências de BH do Sistema Nacional de Emprego (Sine) –, os sindicatos do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios (Sincovaga) e da Indústria da Panificação (Amipão) e duas empresas que contratam diretamente seus trabalhadores, a Delp Engenharia, fabricante de bens de capital, e a Vale.
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