FRENTE PARLAMENTAR
 
JANEIRO/2006
D S T Q Q S S

FRENTE PARLAMENTAR

01/12/2009 09:59

27/11/2009

Iniciativa visa estreitar laços com profissionais de engenharia, arquitetura e agronomia

Foi lançada na Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), no dia 25 de novembro, no Plenário Paulo Portugal, às 19h40, a Frente Parlamentar de Engenharia, Arquitetura e Agronomia. O evento foi presidido pelo líder de governo na Casa e idealizador da Frente, Paulo Lamac (PT). A Frente também é composta pelos vereadores Silvinho Rezende (PT), Leonardo Mattos (PV), Adriano Ventura (PT) e Paulo Sérgio ‘Paulinho Motorista’ (PSL).

Além do presidente, compuseram a mesa o vereador Leonardo Mattos (PV); o presidente do Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais (CREA-MG), Gilson Queiroz; o presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), Márcio Damazio Trindade; o presidente da Federação de Associações de Engenharia, Arquitetura e Agronomia do Estado de Minas Gerais (FAEA – MG), Maurício Fernandes da Costa; o presidente da Associação Brasileira de Engenheiros Civis (ABENC), Iaconan Moreira; o presidente da Associação dos Profissionais Liberais de Engenharia, Arquitetura, Agrimensura e Agronomia da Prefeitura de Belo Horizonte (APLENA), Júlio de Marco e o diretor-presidente da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (URBEL), Claudius Vinicius Leite Pereira.



Os presentes foram entretidos pela música do conjunto Brasileirinhos, que cantou sob a regência da maestrina Ernânia Belga Otoni Porto.



Paulo Lamac manifestou grande satisfação pelo lançamento oficial da Frente Parlamentar. Afirmou que a iniciativa aproxima a CMBH das entidades e órgãos representativos das profissões tecnológicas, como instituições de ensino, sindicatos, clubes de engenharia, conselhos profissionais e federações de indústrias. Informou que os objetivos da Frente são a defesa, o apoio, a promoção e a valorização do trabalho desses profissionais numa comunhão de força e ideias.

Apontou que a Frente Parlamentar da Engenharia, Arquitetura e Agronomia “vai fomentar o debate com toda a sociedade e estreitar os laços com os profissionais da área em busca de soluções urbanísticas e arquitetônicas para uma cidade mais humana e eficiente”.

Superação

O vereador Leonardo Mattos relatou que, em 1977, quando resolveu prestar o vestibular, escolheu o curso de Engenharia, mas em razão de um acidente ocorrido três dias antes da prova, ficou paraplégico e considerou que seria impossível exercer a profissão naquelas condições. Optou então pelo curso de Economia. O parlamentar avaliou, no entanto, que o mundo mudou tanto desde então, que, atualmente, percebe que poderia ser engenheiro, mesmo paraplégico.

Destacou que o colega Paulo Lamac é o responsável pelo lançamento da Frente, graças à sua habilidade de agregar pessoas e ao seu firme propósito de lutar em favor dos engenheiros e arquitetos e melhores projetos para Belo Horizonte. O parlamentar entende que “o Poder Legislativo precisa aproximar-se mais da sociedade, não apenas por meio da imprensa, mas também por meio do trabalho das frentes parlamentares”, que, segundo ele, são capazes de criar mecanismos de discussão de temas importantes.

A profissão

Como engenheiro, o diretor-presidente da Companhia Urbanizadora de Belo Horizonte (URBEL), Claudius Vinícius Leite Pereira, manifestou seu profundo amor pela profissão, que, segundo ele, oferece a oportunidade de transformar o meio em que o homem vive. De acordo com ele, “se o homem é fruto do meio, e o meio é transformado, certamente, o homem também é transformado”.

O diretor-presidente da URBEL acrescentou que a Companhia tem elaborado grandes projetos para Belo Horizonte, sendo perceptível o impacto positivo na vida pessoas, que constatam melhorias em suas residências, nas vias públicas e outros espaços. Afirmou que a engenharia tem caráter transformador, além de gerar grande quantidade de empregos. Registrou, ainda, que, nos locais em que são realizadas obras, há redução significativa de crimes, como o homicídio.

O presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros, Márcio Damazio Trindade, registrou a importância da criação de inúmeras frentes parlamentares e da união de entidades em defesa da engenharia. Destacou então a importância do papel da CMBH nesse sentido.

Damazio lembrou o momento em que o Município de Ouro Preto não teve mais condições de ser a capital de Minas Gerais. Considerou que Belo Horizonte precisa de medidas urgentes que a tornem uma cidade mais atraente e digna de ser a capital mineira.

O presidente do CREA-MG, Gilson Queiroz, considerou que “obras de engenharia e arquitetura impactam, diretamente, a vida do cidadão, trazendo-lhe mais conforto e felicidade”. Apontou a importância da Frente, uma vez que o CREA passa a ter a oportunidade de procurar os vereadores para tratar de questões que estão presentes na sociedade.

Registrou a aprovação, a nível federal, da Lei apelidada de “Engenharia Pública”, que garante à população a assistência gratuita de um engenheiro e de um arquiteto em sua obra. Salientou a necessidade de a CMBH inserir na Lei do Orçamento Anual - LOA - o encaminhamento de recursos para oferecer esse serviço à população belo-horizontina.

Segundo Queiroz, há necessidade de uma discussão técnica sobre a questão da mobilidade urbana. Ele citou como exemplo a proposta de passagem subterrânea, que considerou louvável, embora seja contra o estacionamento subterrâneo. Explicou que, diante da frota alta de veículos em Belo Horizonte, é necessário restringir a circulação de automóveis e trabalhar para oferecer à população um transporte público de qualidade.

Disse, ainda, que com a realização da Copa do Mundo, no Brasil, em 2014, obras serão executadas em Belo Horizonte e não se pode permitir projetos que visem apenas esse momento, mas que seja considerada uma perspectiva maior de utilização.

O presidente da APLENA, Júlio de Marco, destacou que, por meio da Frente Parlamentar de Engenharia, Arquitetura e Agronomia, abre-se um espaço para discussão direta, com os municípios, de temas como a sustentabilidade. Relatou que Belo Horizonte nasceu de um projeto de engenheiro, cujo modelo foi copiado por outros municípios, daí a importância de debater temas afetos à engenharia, de forma a criar uma Cidade sustentável.

Já o presidente da Federação de Associações de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Minas Gerais, Maurício Fernandes da Costa, colocou a entidade à disposição da Frente para discutir e trabalhar temas de interesse dos engenheiros e arquitetos, que resultem em obras para o bem-estar da população.

Informações na Superintendência de Comunicação Institucional (3555-1105/3555-1445).
 
Fonte: Câmara Municipal de BH

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