Diretor de importadora orienta sobre busca de melhores condições de aquisição de materiais no mercado internacional
 
JANEIRO/2006
D S T Q Q S S

Diretor de importadora orienta sobre busca de melhores condições de aquisição de materiais no mercado internacional

06/01/2010 10:06

Por Mônica Paula

 

Basílio Jafet
Engenheiro civil formado pela Poli-USP (Escola Politécnica da Universidade de São Paulo), com MBA em Administração pela FGV-SP (Fundação Getúlio Vargas). É diretor da área de material de construção da trading Comexport, diretor presidente da Construtora Jafet S/A e vice-presidente do Secovi-SP (Sindicato das Empresas de Compra, Venda, Locação e Administração de Imóveis Residenciais e Comerciais de São Paulo).

A Comexport recentemente fechou um convênio com a CompraCon (Associação de Compras da Construção Civil no Estado de São Paulo). Como funciona?

A CompraCon é uma associação de construtoras de portes variados que se uniram para conseguir melhores condições de compra para os insumos. Juntas, conseguem comprar um grande volume com preços atrativos. É mais eficaz do que a construtora fazer isso sozinha. Baseados nisso, selecionaram uma empresa de cada tipo de material para ser parceira nessa aquisição. A Comexport é uma trading escolhida pela CompraCon para importar produtos. Fomos chamados para trazer materiais dos quais os associados tenham necessidade.


Que materiais seriam esses?

Vários, mas dentre eles metais sanitários, cerâmica para revestimento, esquadrias de alumínio e de madeira e vidros.


Quais as vantagens de uma parceria como essa?


A de proporcionar alternativas para os participantes da entidade, que poderão cotar preços dos produtos desejados no Brasil e em todo o mundo. Por meio dos nossos serviços vão chegar à conclusão do que é melhor em cada caso. É bom para todos porque, ao baratear custos, mais construções se tornam viáveis, o que também contribui para aumentar postos de trabalho no País. Outra questão vital é o combate à inflação. Com a concorrência dos produtos importados, o fornecedor local manterá seus preços em níveis de mercado.


O que uma construtora que compra por meio de uma trading ganha em relação à importação direta?


Quem importa por e-mail ou telefone corre um sério risco em relação à qualidade e aos procedimentos burocráticos de importação. O papel da trading é garantir o que está sendo comprado, desde o pedido até a entrega. Se o produto não chegar totalmente de acordo com o pedido do cliente, o risco é assumido de forma integral pela Comexport.


Qual o custo envolvido em uma operação como essa?


Além do que será pago pelo material em si, o cliente tem de pagar pela prestação de serviços da trading. Os valores são completamente diferentes de uma operação para outra, que é única. Depende de quesitos como volume, disponibilidade, transporte, impostos etc.


Mas o preço do produto fabricado no exterior e que entra no Brasil via convênio da CompraCon com a Comexport sairá mais barato do que a aquisição em mercado nacional?

Cada caso é um caso. O procedimento de compra com intermediação da trading visa criar mais uma opção para o cliente, no caso as construtoras. No momento, o câmbio está bastante favorável. Quanto mais baixo o dólar, mais os produtos estrangeiros se tornam viáveis.


O que é melhor fora do que no Brasil?


Depende, porque ninguém é bom em tudo. Tem países que se especializam em determinados produtos. Têm facilidade de material e de mão de obra e acabam conseguindo resultados muito melhores do que os nossos. A Polônia, por exemplo, é muito competitiva em vidros. Procuramos no mundo todo e lá encontramos uma fábrica com produtos de qualidade e custos menores do que por aqui. Com essas características, tornou-se um de nossos fornecedores indicados.


Um forte exportador de insumos de construção é a China. O que vem de lá?


Desse país, onde temos um grande escritório (em Xangai), podemos trazer materiais hidráulicos, pisos elevados de escritórios feitos de bambu, que substituem com larga vantagem o piso de madeira por ser 100% sustentável. Parece difícil de acreditar, mas os chineses também praticam bons preços sem detrimento da qualidade. A diferença fundamental é que verificamos, na origem, produtos como banheiras, louças, pastilhas, gesso acartonado (matéria-prima de paredes divisórias) e carpetes. Por estarmos presentes no país, temos equipes de acompanhamento sistemático. Vamos pessoalmente às fábricas conhecer de perto com quem estamos lidando.

 

Fonte: revista.construcaomercado.com.br

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