O conselho diretor do Clube de Engenharia, promoveu, em sua reunião do dia 26 de julho, homenagem póstuma ao engenheiro Cássio Elysio de Figueiredo Damazio, falecido no dia 23 de junho. O ato contou com a presença de sua filha, Elizabeth Flores, e de seu sobrinho, Márcio Damazio, presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros.
Para o conselheiro do Clube de Engenharia Leizer Lerner, Cássio Damazio deixou uma enorme lacuna entre os engenheiros.
Sempre foi muito atuante durante os quinze anos em que foi conselheiro eleito e depois, quando por força do Estatuto da época passou a vitalício, função que coincidiu com a grande responsabilidade de ser presidente da Empresa Brasileira de Engenharia (EBE), uma das maiores do país.
Márcio Damazio, contou que seu tio sempre defendeu o ensino da engenharia, que, em sua opinião, “vinha se depauperando”. Cássio Damazio sempre defendeu a idéia de restabelecermos o verdadeiro ensino da engenharia.
Escola de Minas
Nascido em 1915, Cássio Damazio ingressou na Escola de Minas e Metalurgia de Ouro Preto, da qual seu avô, Leônidas Damazio Botelho, foi um dos fundadores.
Graduado em 1943, veio para o Rio e ingressou na Empresa Brasileira de Engenharia (EBE), pela qual realizou uma série de importantes obras, como o serviço de eletricidade de vários aeroportos e a montagem do setor de galvanização e Companhia Siderúrgica Nacional, (CSN), em Volta Redonda..
Foi diretor responsável pela concepção, projeto e execução da rede de distribuição, elétrica de Brasília, das cidades satélites e dos projetos elétricos e hidráulicos dos principais palácios da capital.
Em 1981 foi eleito diretor presidente da EBE. Depois de 42 anos de serviços prestados a companhia, se aposentou. Em 1985, além de presidir a EBE, tornou-se também diretor presidente da Projam-Projetos e diretor da EBE Participações e empreendimentos.