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As oligarquias, o corporativismo e as eleições de 2018

 

 

Por José Carlos Carvalho*

A sociedade brasileira continua oligárquica, em pleno século XXI. As oligarquias estão na política, no Congresso, nos colegiados de governança, nas entidades de classe do setor produtivo e até nas entidades da sociedade civil que, em tese, devem representar novos paradigmas de organização social e política, para superar o patrimonialismo crônico que degenera o espirito da Nação.

Como se não bastasse o histórico das oligarquias, o corporativismo vai se grudando nas estruturas do estado, como ostra no rochedo, um corporativismo malsão que captura as organizações públicas e estatais, transformando-as em fortaleza dos interesses corporativos, em detrimento da população para a qual elas foram criadas.

As instituições de representação popular, sobretudo o Congresso Nacional, e as Assembleias Legislativas são o espelho do que somos como sociedade, nelas nossos defeitos se apresentam de corpo inteiro. O clientelismo e o fisiologismo que regem as relações da sociedade com o estado nacional nunca permitiram um limite moral claro nessas relações, prevalecendo sempre a ética da conveniência, os interesses pessoais e de grupos. O desfecho das eleições presidenciais no primeiro turno aponta para uma polarização sem precedentes de uma disputa eleitoral no Brasil, desde a redemocratização. Estamos assistindo a agonia de uma nação, dividida entre uma esquerda obsoleta, que acha que o enfrentamento da miséria e da exclusão social se faz com programas de filantropia do estado e o florescimento de uma direita autoritária que acha que o sacrossanto mercado vai resolver todos os problemas do povo.

A EDUCAÇÃO é a única chance que temos de fazer as verdadeiras transformações que o País precisa, mas continuamos deixando as crianças sem escolas de qualidade, principalmente os filhos da pobreza.

Tenhamos claro que os que ganham politicamente com essa polarização idiotizada e estéril desejam a manutenção desse cenário, aproveitando-se da maioria dos compatriotas pobres, deserdados e despossuídos, que sem informação e capacidade de autocritica servem de massa de manobra suscetível a todo tipo de manipulação.

No intenso debate que se trava quase nada se discute sobre as eleições parlamentares, as mais importantes para a definição dos projetos de futuro. Fala-se em reformas, todos clamam por elas, ainda que com nuances diferentes, os presidenciáveis estufam o peito para listar as reformas que pretendem fazer, mas não se explicita que será no Congresso que elas serão decididas.

A ESCOLHA DOS DEPUTADOS E SENADORES COMPROMETIDOS COM A DEMOCRACIA, AS LIBERDADES, A PROSPERIDADE E A JUSTIÇA SOCIAL É UM IMPERATIVO DO BRASIL ATUAL. É a eles que estaremos delegando o poder de decidir, inclusive de podar as eventuais aventuras autoritárias dos polos em disputa.

Não é por acaso que os deputados são chamados de MANDATÁRIOS do voto popular, porque o povo é o MANDANTE. É HORA DE EXERCEMOS NOSSA SOBERANIA NA PLENITUDE!!

Cabe à SME assumir a vanguarda de um novo estilo de representação da engenharia, abrindo canais de diálogo com o mundo político, apresentando propostas e exigindo posição clara dos nossos representantes sobre os temas que interessam ao desenvolvimento do país, desfraldando a bandeira da sustentabilidade.

Precisamos sair da reação anódina para uma atuação proativa. Nossa formação técnica não implica em nos silenciarmos em relação à política. Aliás, toda decisão, por mais técnica que possa parecer, está subordinada a decisões políticas, desde uma pequena ponte até a construção de uma grande hidrelétrica.

 

*José Carlos Carvalho – Engenheiro Florestal, ex-secretário de meio ambiente de Minas Gerais e ex-ministro do meio ambiente.

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