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Eficiência Energética: Todos juntos por um mundo melhor

 

A energia elétrica está presente em nosso dia a dia e fica difícil imaginar a vida sem ela. É ela que nos possibilita ter mais qualidade de vida, tornando possível o uso de bens e serviços essenciais. Apenas para citar alguns, podemos falar de saneamento básico, iluminação pública, transporte, utilização de eletrodomésticos e acesso à internet. Foi com a eletricidade também que conquistamos grande parte dos avanços tecnológicos das últimas décadas. Com isso, podemos considerar que a energia elétrica é um bem indispensável para o desenvolvimento econômico e social dos países.

Por toda essa importância, e para garantir a mesma qualidade de vida para as próximas gerações, a energia elétrica deve ser utilizada de forma consciente. Mas, infelizmente, nesse quesito o ser humano ainda tem muito o que aprender. Segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia (Abesco), entre 2014 e 2017, foram desperdiçados 143,6 milhões de gigawatt-hora (Gwh), energia que seria suficiente para abastecer por um mês uma cidade de 533 mil habitantes. Em termos financeiros, esse desperdício representa um gasto adicional de mais de R$ 60 bilhões.

Para reverter esse quadro, países do mundo inteiro estão investindo na utilização de energias renováveis como, por exemplo, a solar fotovoltaica, eólica e cogeração por biomassa. Segundo Alexandre Heringer Lisboa, Diretor-presidente da Efficientia, mesmo a matriz energética brasileira sendo majoritariamente renovável por conta da geração hidroelétrica, ainda temos muito o que melhorar. “Embora o país tenha crescido bastante sua participação em energias alternativas, como fotovoltaica e eólica, estamos muito aquém de países como Alemanha e China. Para se ter uma ideia, em 2017 a china instalou cerca de 53 GW de potência em energia fotovoltaica, enquanto o Brasil, no mesmo período, instalou 0,9 MW. Isso demonstra que temos um potencial enorme a ser explorado”, explica Heringer.

 

 

Minas Gerais, por ser um estado com forte presença industrial, apresenta um enorme potencial de eficiência energética, afinal de contas, quase 50% da energia elétrica gerada no Brasil é consumida na indústria. Além disso, as oportunidades no estado para projetos de energia renovável são imensas, desde cogeração de energia por biomassa ou por aproveitamento de gases siderúrgicos, até a energia solar fotovoltaica, cujo potencial é grande em especial nas regiões do triângulo e norte de Minas, onde, inclusive, está localizada a maior usina fotovoltaica da América Latina e terceira no ranking mundial em termos de tamanho. “A efeito de comparação, a irradiação solar mínima registrada no estado é superior à irradiação solar máxima registrada na Alemanha. Ainda assim, a Alemanha possui 40.000 MW de potência solar fotovoltaica instalada contra apenas 90 MW de Minas Gerais, referente a dados de maio de 2018”, completa o executivo da Efficientia.

Desde junho de 2018, o Estado também abriga a Usina Solar Padre Furusawa, a primeira usina fotovoltaica criada por escolas do Brasil. Localizada no município de Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas, a usina conta com 4.200 painéis solares e potência anual estimada de 1,3 MW. Energia que é utilizada para alimentar a demanda de três colégios da Rede Jesuíta de Educação: Loyola, em Belo Horizonte; Escola Técnica de Eletrônica Francisco Moreira da Costa, em Santa Rita do Sapucaí; e Jesuítas, em Juiz de Fora.

Além dos projetos e pesquisas que incentivam a utilização das fontes renováveis, existe também um esforço muito grande de conscientização sobre o uso correto e sem desperdícios da energia. A chamada Eficiência Energética, conceito capaz de trazer inúmeros benefícios para a sociedade e o meio ambiente.

A eficiência energética é ainda extremamente importante para garantir a sustentabilidade e a competitividade das empresas, como explica Alexandre Heringer. “Investir em eficiência energética garante acesso à tecnologia de ponta, o que se traduz em aumento de produtividade e redução de custos. E quando falamos de redução de custos, não estamos falando somente dos custos com energia, mas também dos custos de manutenção e operação que são sensivelmente impactados por projetos de uso eficiente de energia. Com isso, a empresa que se destaca em eficiência energética certamente apresenta grande vantagem competitiva em relação às demais”.

Com o objetivo de conquistar resultados cada vez mais significativos, as pesquisas e projetos têm como foco hoje o aprimoramento das tecnologias como, por exemplo, o LED, que vem se tornando o padrão para projetos de iluminação. Alexandre Heringer, que é engenheiro elétrico por formação, destaca que a engenharia exerce um importante papel nesse processo. “Quando novas tecnologias começam a se tornar viáveis comercialmente e ganham escala de mercado, um grande esforço de engenharia deve ser feito no intuito de aprimorar, regulamentar e normatizar os novos equipamentos, para que se criem padrões confiáveis e os consumidores e empresários possam se sentir seguros para fazer os investimentos. Outra grande contribuição da engenharia no processo de eficiência energética é a elaboração de projetos técnicos de alta qualidade, que garantam o alcance das metas de redução de consumo de energia”, finaliza.

 

 

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