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Novos aplicativos facilitarão ainda mais a vida do cidadão

É muito comum o cidadão pedir um automóvel pelo aplicativo de transporte e, ao entrar no carro, ou mesmo durante o percurso, ter algum tipo de desconfiança em relação ao motorista. Hoje, em situações como essa, não há muito o que o passageiro possa fazer. Ou ele interrompe a corrida, ou segue em frente até seu destino final, mesmo estando inseguro em relação ao motorista.

Porém, essa situação deverá mudar. Futuramente, o passageiro poderá consultar em seu celular a informação se o motorista tem atestado de bons antecedentes. Se não tiver, o passageiro poderá decidir por não efetuar a corrida.

Da mesma forma, o cidadão que pensa em adquirir um carro poderá saber, em tempo real, o histórico do veículo. Nesse histórico, será possível obter informações sobre o número de proprietários que o veículo já teve, os acidentes envolvidos e demais dados que poderão auxiliá-lo na decisão de compra.

Essas medidas estão caminhando para se tornar realidade. Elas constituem APIs que estão sendo desenvolvidas pela Companhia de Tecnologia da Informação do Estado de Minas Gerais (Prodemge), uma empresa pública do governo de Minas que dá suporte à transformação digital do Estado, executando um trabalho de grande utilidade para o cidadão.

As APIs são um conjunto de funções e procedimentos que permitem a comunicação entre sistemas. Dessa forma, as APIs disponibilizadas pelo Estado permitirão que empresas e desenvolvedores criem soluções que consultem os dados da administração pública estadual, propiciando a integração de processos e serviços. Em palestra proferida na Sociedade Mineira de Engenheiros (SME), o diretor-presidente da Prodemge, Rodrigo Paiva, explicou que elas serão disponibilizadas dentro de algum tempo e trarão benefícios para a rotina das pessoas.

De acordo com Rodrigo Paiva, todas as soluções baseadas nas APIs seguirão estritamente a Lei Geral da Proteção de Dados (LGPD), que irá entrar em vigor em agosto próximo. A nova legislação prevê que dados pessoais estarão disponíveis desde que o cidadão autorize expressamente seu uso.

Capilaridade – A rede de dados do governo operada pela Prodemge alcança 706 municípios mineiros, em 4.161 pontos de atendimento ao cidadão. Sob responsabilidade da empresa, essa rede interliga hospitais públicos do governo de Minas, delegacias de polícia, centros de atendimento 190 da Polícia Militar e escolas públicas estaduais, entre outros tipos de serviço prestados pelo governo do Estado.

A Prodemge também é a responsável técnica do MG App, o aplicativo por meio da qual o governo de Minas disponibiliza diversos serviços públicos que podem ser realizados pela internet. Entre eles estão os relacionados a veículos e condutores; emissão de carteira de identidade; segurança pública; impostos e taxas e também os do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), entre inúmeros outros. Recentemente, o aplicativo recebeu o reconhecimento nacional com o prêmio e-Gov, na categoria e-Serviços Públicos, entregue no Seminário Nacional de TIC para a Gestão Pública (Secop).

Essa plataforma está em constante evolução. Em breve, ela disponibilizará o histórico escolar dos alunos das escolas públicas do governo de Minas, que poderá ser consultado pelos pais. A novidade possibilitará que os responsáveis legais dos estudantes acompanhem o desempenho de seus filhos e tomem as medidas necessárias para que eles tenham um melhor rendimento na escola.

A Prodemge também opera os sistemas corporativos do Governo de Minas, como o Sistema de Administração de Pessoal (Sisap), no qual estão abrigados 470 mil servidores e que é responsável por cerca de 530 mil pagamentos mensais; o Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi), que tem 15,2 mil usuários ativos e recebe 68,8 milhões de acessos por mês; e o Sistema Integrado de Administração de Materiais e Serviços (Siad), no qual estão cadastrados cerca de 160 mil itens de materiais e serviços demandados pela administração estadual. Em uma frase, o presidente da Prodemge resume a importância da companhia para o Estado: “Sem a Prodemge, o Estado para”.

Racionalização – Nos planos da empresa, estão projetos em conjunto com órgãos e entidades do governo para a eliminação da impressão de vários documentos. Um deles, segundo Rodrigo Paiva, é o Certificado de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV), cuja impressão e envio custam ao Estado R$ 50 milhões por ano.

O fim do CRLV impresso vai na mesma linha de ação que gerou o fim da impressão do “Minas Gerais”, o diário oficial dos poderes do estado que, desde o início do ano, tem apenas sua versão on-line. A versão em papel exigia, de acordo com o presidente da Prodemge, a mobilização de uma estrutura de pessoal e maquinário muito dispendiosa para a impressão de apenas 500 exemplares.

O fim da versão impressa do Diário Oficial, que gerou uma economia anual de R$ 3 milhões, faz parte da estratégia adotada por ele desde que assumiu a presidência da Prodemge, no início do ano, de torná-la uma empresa mais eficiente, enxuta e empenhada na transformação digital do Estado.

Rodrigo Paiva afirma que recebeu a companhia com uma dívida de R$ 90 milhões e com R$ 150 milhões em contas a receber. “A Prodemge era uma empresa que lutava para sobreviver”, explicou. A reorganização de sua estrutura trouxe a redução, de quatro para duas, do número de diretorias, e de 105 para 52, do número de unidades organizacionais em que a empresa estava dividida. Com essas e outras medidas, foi possível, segundo ele, uma economia de R$ 70 milhões por ano. “Ainda há muito trabalho a ser feito, mas os resultados alcançados apontam que estamos no caminho correto”, concluiu.

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