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O mundo que queremos

Com a preocupação de cuidar da geração atual e atender às suas necessidades, assegurando também as exigências e necessidades das gerações futuras, foram lançados pela ONU os ODS-Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. 193 países assinaram a Agenda 2030, um plano global composto de 17 objetivos com o compromisso de implementar os ODS no mundo até 2030, alcançando um desenvolvimento sustentável em todos os âmbitos. Márcia Magalhães, engenheira civil e colaboradora do SDSN Minas-Sustainable Development Solution Network capítulo Minas Gerais, rede de soluções para o desenvolvimento sustentável da ONU, nos explicou, em entrevista exclusiva, como funciona a Agenda2030. Acompanhe!

SME: Dos 17 ODS da Agenda 2030 existe um mais importante?
Márcia Magalhães: Na Agenda 2030 um objetivo não é mais importante que o outro, pois eles se complementam. Por exemplo, ao falar do ODS1 (erradicação da pobreza) e do ODS2 (acabar com a fome), você trabalha um objetivo e ao mesmo tempo trabalha o outro, pois esses dois objetivos estão associados, eles se intercalam.

SME: Como os 193 países signatários cumprem os ODS?
MM: Cada país identifica onde tem um “gap”, ou seja, uma lacuna a ser preenchida, uma carência. Por exemplo, hoje no Brasil estamos trabalhando com o ODS11 (Cidades e Comunidades Sustentáveis). É um grande desafio, já que somos predominantemente urbanos (85% da população da América Latina vive em cidades) e para onde, afinal, convergem todos os problemas: habitação, saúde, educação, mobilidade, empregos e empreendedorismo. Eis aí a lista de oportunidades!

SME: O ODS17 fala em Parcerias e Meios de Implementação. Como funciona essa ODS?
MM: Isso quer dizer o seguinte: para que esses objetivos aconteçam é necessário que existam recursos. No que o país identificar como importante, ele deve buscar parcerias para realizar o objetivo e apresentar resultados. Pode ser através de bancos, de instituições financeiras, de instituições do terceiro setor, outros países interessados na causa, enfim descobrir onde esse recurso está disponível e construir um acordo, um compromisso.

SME: Como é ser parte de uma rede internacional de sustentabilidade-SDSN (Sustainable Development Solution Network), na condição de colaboradora da ONU?
MM: A ONU congrega eventos e países, mas não produz conteúdo. A grande modernidade desse trabalho é efetivamente trabalhar em rede: a SDSN cria uma conexão em rede com instituições que são interessadas nesse assunto e nós vamos fazendo conexão, conhecendo e compartilhando projetos. No caso da SDSN Minas, toda última quinta-feira do mês realizamos uma transmissão ao vivo e aberta, onde pessoas de expressão em instituições que tenham realizado ações efetivas apresentam seus relatórios, conclusões, resultados e experiências. Não se trata de uma entidade física. É uma rede que funciona totalmente conectada, que informa o que são os ODS, a AGENDA 2030, porque e para que existem, como surgiram e o que está acontecendo relacionado a eles, lembrando nosso foco em Cidades.

SME: Como as pessoas podem participar, se conectar e apoiar financeiramente essa rede?
MM: Para participar, basta cadastrar-se em http://conteudo.baanko.com/sdsnminas. Essa rede é para instituições, mas pessoas podem se conectar e serão informadas das agendas de trabalho em andamento, assim como os encontros mensais.

                                                                                                 Márcia Magalhães e André Mattioli

Sobre Marina Duarte

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