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Opinião: Eliezer Batista da Silva – Um legado de inteligência e conhecimento para o Brasil

Por Carlos Eduardo Orsini Lima

 

Em 19 de junho de 2018, com 94 anos de uma vida de grandes realizações e pragmatismo, partiu para a eternidade um dos mais importantes engenheiros da história mineira e brasileira – Eliezer Batista da Silva, Engenheiro do Ano pela SME em 2003.

Privilegiado por ter sido um de seus colaboradores e seguidores, define-se o perfil técnico deste mineiro de Nova Era, como Engenheiro Civil, Ferroviarista e Logístico, Estrategista e Holístico, responsável por muitos projetos e empreendimentos que colocaram o Brasil como protagonista na competitividade do mercado internacional.

Seu grande parceiro e seguidor, o também saudoso Dr. Raphael de Almeida Magalhães, dizia sempre que Eliezer “veio a lume neste Brasil pós Estado-Novo, inquieto e inconformado com o destino tão secundário”, e mais, “iniciou o seu aprendizado técnico com uma inesgotável capacidade de investigar, interrogar e aprender, o que o transformou em uma verdadeira enciclopédia de conhecimentos técnicos, balizada por uma prodigiosa memória e formação geral, histórica e filosófica de largo espectro”.

Em suas muitas palestras nacionais e internacionais dizia:

“Abrimos o mercado para um produto que podia valer pouco, mas a ideia era ganhar dinheiro com a “logística”, transformando uma distância física (a rota Brasil-Japão-Brasil) numa “distância econômica”, (o valor necessário para colocar o minério brasileiro nas usinas japonesas)”. Foi ministro das Minas e Energia no período de 1962/1963 e no governo do presidente João Goulart (1961–1964). Nesta oportunidade foi a mola propulsora do projeto do Porto de Tubarão, capitaneando sua construção através da CVRD. Exerceu o cargo de presidente do Conselho Nacional de Minas e Energia e da Comissão de Exportação de Materiais Estratégicos.

Entre 1964/1968 foi diretor-presidente da MBR-Minerações Brasileiras Reunidas S.A. – resultado da fusão da Caemi com a Bethlehem Steel – e, logo em seguida, foi vice-presidente da Itabira International Company (Nova Iorque). Ainda em 1968, assumiu a diretoria da Itabira Eisenerz GmbH, em Düsseldorf, Alemanha Ocidental, posto no qual permaneceu até 1974. Quando da fundação da Rio Doce Internacional S.A., subsidiária da Vale em Bruxelas, tornou-se seu presidente.

Retornou à presidência da Companhia Vale do Rio Doce em 1979, quando foi o responsável pelo Projeto Grande Carajás. A partir de 1992, assumiu a Secretaria de Assuntos Estratégicos (SAE), focando na solução dos problemas ligados ao desenvolvimento econômico do país, especialmente a crise do setor elétrico.

Em 1997, tornou-se um dos fundadores do Conselho Empresarial Brasileiro de Desenvolvimento Sustentado (CEBDS) deixando, neste ano, a Rio Doce Internacional e assumindo uma cadeira no Conselho Coordenador de Ações Federais do Rio de Janeiro, da Federação das Indústrias do Estado (Firjan). No segundo governo de Fernando Henrique Cardoso (1998/2002), foi membro do Conselho Coordenador das Ações Federais no Rio de Janeiro, órgão ligado à Presidência da República.

Sigamos o seu exemplo para um futuro mais promissor para o nosso Brasil!

Carlos Eduardo Orsini N Lima – Engenheiro de Minas e Metalurgista, Membro do Conselho Deliberativo da SME

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