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Pense antes de escolher

 

 

*Por Ronaldo Gusmão

“Não há nada errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”. (Platão)

Nossa situação ainda não é de perplexidade, mas poderia ser. Nessas eleições não podemos nos deixar levar para os extremos. Precisamos de paz em nossa sociedade. Precisamos de governantes que saberão fazer uma transição sem ódio. Hoje há no Brasil 13 milhões de desempregados formalmente, 13 milhões na informalidade e mais 12 milhões com bolsa família. Essa situação de pobreza extrema deve ser a prioridade, precisamos fazer algo para nossos 38 milhões de irmãos. Só em Belo Horizonte são 5.400 pessoas morando nas ruas. Famílias inteiras sem teto. Como você se sentiria com seu filho nessa situação? PENSE!

A crise na engenharia e na arquitetura não poderia ser outra. De janeiro/2015 a junho/2018 mais de 45 mil postos de trabalho foram perdidos pela categoria, e pior ainda, o salário médio dos admitidos é 20% menor que o salário médio dos demitidos. De 2015 a 2017 formaram 310.807 engenheiros no Brasil e não tiveram a chance de serem absorvidos pelo mercado de trabalho na área. Sendo que o país sofre com tantas carências em infraestrutura: estradas, ferrovias, energia, habitação, água, saneamento, etc…

Nossa crise atual não é sinal de falência, mas oportunidade de fazermos diferente do que já foi feito até agora. Somos uma jovem democracia de apenas 32 anos. Platão escreveu essa preciosidade sobre política e democracia há 2.400 anos: “Não há nada errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam”.

A esperança se divide em dois momentos bem distintos: Indignação e coragem. A maioria das pessoas, hoje em dia, está indignada com nossa situação de uma maneira em geral, mas poucos têm a coragem de ser protagonista, de agir dentro de suas limitações e possibilidades. Quantos o fazem?

Democracia não é só criar leis, e deveria ser guiada pelo sentimento de comunidade no qual a maioria da população necessitaria ter. As leis deveriam ser criadas somente após a prática cotidiana da maioria, apenas para dar um ordenamento jurídico daquilo que já é praticado.

Precisamos de mudança de hábitos, mas para haver mudança de hábitos, precisa haver mudança de mentalidade. Assim nossas atitudes individuais vão forjar uma sociedade mais participativa e inclusiva, sem apatia ou radicalização e sem privilégios.

Nossa crise atual é consequência da falta de representatividade da população, a falta de representatividade é causada por falta de líderes na política e a falta de líderes é consequência do golpe militar de 1964. O país ficou na escuridão por 20 anos, até 1984, quando tivemos o grande movimento das “Diretas Já”. Estamos agora diante da mais importante eleição da república desde a volta da democracia. Vamos eleger um presidente, dois terços do senado, todos os governadores e toda a câmara dos deputados. Corremos sim um risco real de um retrocesso devido ao radicalismo dos dois extremos, não só na votação, mas principalmente depois das eleições, quando o eleito precisará de maioria significativa para governar um país que pode estar dividido.

Ainda estamos na luz, porque podemos pensar e expressar nossos pensamentos por mais absurdos que possam parecer. Pense, a escolha será sua, mas não pense só em você. Você não está numa ilha sozinho. Somos essencialmente seres sociais, vivemos numa comunidade que precisa de justiça social, de justiça ambiental, e mais ainda de justiça econômica para os 38 milhões brasileiros que vivem sem a dignidade de ter um emprego.

 

*Ronaldo Gusmão – Presidente da Sociedade Mineira de Engenheiros

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