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Professor Buratto: Uma vida dedicada à academia

Mestres da Engenharia – Luiz Paulo Wilke Buratto

 

Aos 83 anos, Luiz Paulo Wilke Buratto, mais conhecido como professor Buratto, relembra com carinho a trajetória que já completa 56 anos dedicados a ensinar e inspirar futuros engenheiros. Nas cadeiras de suas salas de aula, sentaram alunos que hoje são grandes profissionais da engenharia. Muitos outros seguiram os passos do professor e se tornaram os responsáveis pela formação das novas gerações. Como é o caso do filho Mário Buratto, seu ex-aluno e há 10 anos professor na PUC Minas. “Pra mim é uma grande honra ter um filho seguindo meus passos”, conta feliz o professor Buratto.

A carreira sólida e bem-sucedida nos leva a imaginar que se tornar professor foi algo planejado por Buratto desde os tempos em que era ele o aluno. Mas não foi bem assim. Em 1961, quando se formou em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Minas Gerais, Buratto decidiu empreender e, junto com dois amigos, abriu uma empresa. “Nós não fomos muito felizes nessa empreitada. O país passava por um momento terrível e com a revolução de 1964 acabamos fechando as portas”, lembra.

Foi nessa época que os caminhos de Luiz Paulo Wilke Buratto mudaram de rumo e o levaram a se tornar o professor Buratto. “Minha trajetória acadêmica começou na UFMG. Entrei para dar aulas de engenharia elétrica, na parte de física, e depois também lecionei eletrônica. Fiz parte do corpo docente da Federal por 30 anos, até me aposentar”.

Em 1965, Eduardo Schmit, um dos fundadores do IPUC – Instituto Politécnico da Universidade Católica, e outros notáveis professores da época, em especial Mário Werneck, então Professor Titular de Física, convidaram o professor Buratto para integrar a equipe de mestres da Instituição. Convite feito, convite aceito. E por lá, já são 53 anos dando aulas. Tempo que fez nascer grandes amizades. “Nessa vida fiz grandes amigos. Entre eles, posso citar Ítalo Gaetani, que é um dos maiores empreendedores de BH, José Olavo Mourão Alves Pinto, um notório administrador da construção civil, e o grande Afonso Paulino”.

Durante a carreira acadêmica, Buratto ganhou não só amigos, mas também muitas homenagens e reconhecimento. A cada semestre, diversas turmas escolhiam o professor como homenageado, tanto na UFMG, como no IPUC e na atual PUC. Além disso, também recebeu a medalha Santos Dumont- grau prata e a medalha do CREA pelos bons serviços prestados na engenharia.

Professor Buratto, que atualmente está de licença para se dedicar aos cuidados com a saúde, conta que todos esses anos lecionando proporcionaram uma rica troca de conhecimentos com os alunos. “Praticamente a minha vida toda me dediquei à carreira acadêmica e isso me fez estudar muito para estar sempre atualizado. Dar aulas é uma troca entre aluno e professor. Eu ensino, mas também aprendo muito com meus alunos”, conta o professor.

Quando perguntado sobre o futuro da engenharia, professor Buratto responde ser difícil dar essa previsão. “As coisas hoje mudam tão rápido, a tecnologia está tão evoluída, que fica difícil imaginar como será a engenharia daqui a 10 ou 20 anos”. Sobre o futuro da engenharia o professor tem dúvidas de como será, mas para o seu futuro uma coisa é certa: “Quero curtir mais a minha vida!”. Ao lado da esposa, Thereza Josephina, dos 5 filhos, 10 netos e 1 bisneto que está para nascer, professor Buratto planeja dias tranquilos para fazer o que mais gosta: viajar!

Sobre Marina Duarte

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