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Sede da SME deverá ganhar novos usos, vinculados à cultura e à inovação

Quem passa em frente ao prédio de seis andares e fachadas revestidas de mármore localizado na rua Timbiras, 1514, entre a avenida João Pinheiro e a rua da Bahia, no Centro de Belo Horizonte, mal imagina que nele está a história de uma instituição – a Sociedade Mineira de Engenheiros (SME) – prestes a completar 90 anos de fundação.

O prédio, inaugurado em maço de 1978, foi palco de grandes debates sobre os rumos da engenharia e sobre projetos de grande importância para o desenvolvimento de Minas e do País. Agora, quando a SME está prestes a completar nove décadas, dois novos usos estão sendo planejados para a edificação.

Um é de natureza artístico-cultural. Prevê a revitalização do espaço cultural ali existente, para que volte a receber eventos culturais, como exposições de arte, lançamento de livros e shows. O “Espaço Cultural da SME” foi inaugurado em 1994, pelo então presidente da SME, Rodrigo Coutinho, e o presidente da República, Itamar Franco. Além do saguão, as atividades culturais poderiam ocorrer no teatro localizado no quarto andar, cujas obras de reforma estão quase concluídas.

O segundo tipo de uso se daria no terreno da inovação, com a transformação do amplo salão existente no terceiro andar no futuro Hub de Inovação da SME. Lá ficarão as startups voltadas para a inovação na engenharia que vierem ser selecionadas por meio da parceria que está em fase avançada de acerto entre a SME e a aceleradora NeoVentures. O projeto foi oficialmente apresentado na Live SME realizada em maio último está na fase de acertos jurídicos do contrato de parceria, que deverá ser finalizado pela próxima diretoria da SME, a ser empossada em 1º de dezembro.

Edifício sede da SME foi inaugurado em 1978 e está sendo preparado para trabalhar com dois novos usos Foto: SME/Divulgação

Cultura – A transformação da sede da SME em um espaço cultural regular é o primeiro passo para que o imóvel passe a fazer parte do Circuito Cultural da Praça da Liberdade. Uma primeira reunião nesse sentido ocorreu em setembro, entre a atual diretoria da entidade e Milene Pedrosa, superintendente de Bibliotecas, Museus, Arquivo Público e Equipamentos Culturais da Secretaria de Estado da Cultura, da qual o Circuito Praça da Liberdade faz parte. Segundo ela, uma condição inicial para que isso se torne realidade seria a SME manter no imóvel uma programação regular de conteúdo artístico-cultural.

O projeto é importante para a SME por duas razões. A primeira é porque irá dar à região central de Belo Horizonte, particularmente ao entorno de um ambiente altamente qualificado, com a Praça da Liberdade, um novo espaço cultural. A segunda razão é porque o projeto agrega valor à sede da SME, valorizando a entidade e, por consequência, a engenharia, além de criar, pela via da cultura, sinergias novas entre a categoria do engenheiros e outros segmentos da sociedade.

De acordo com a engenheira Ângela Alvarenga, presidente do Conselho de Administração da Montreal Engenharia e coordenadora do projeto pela SME, ainda não há uma definição, por parte da entidade, dos usos culturais que serão dados ao prédio. Ela afirma que o projeto será criado do zero, mas ressalta que o que será feito será algo de novo para a cidade. “Temos que criar uma coisa bacana para a SME fazer para a cidade”, afirma Ângela Alvarenga.

Segundo ela, o projeto cultural da entidade será definido a partir da consulta a vários segmentos da sociedade. No seu entendimento, ao fazer isso, a SME estará atuando aliada à modernidade, como parte do que seriam as prioridades do mundo contemporâneo: meio ambiente, governança e social, sendo entendida a cultura como parte da preocupação com as questões sociais.

Inovação – O hub da SME será instalado no quarto andar do prédio sede da instituição, cuja reforma chegou ao seu final recentemente.  O anúncio dos entendimentos entre a SME e a aceleradora Neo Ventures foi feito recentemente pelo diretor-técnico da empresa, Vinícius Bortolussi Roman, durante a Live SME.

A idéia, segundo Vinícius Bortolussi, é fazer na SME um hub amplo, com foco em vários setores, tendo em vista que a engenharia é uma área do conhecimento marcada pela diversidade. “A gente pensa em trazer empresas de energia, alimentos e bebidas, construção civil e mineração, entre outros setores nos quais a engenharia está muito presente. É um projeto que a gente está desenhando com muito carinho. Em breve vamos ter mais novidades para apresentar”, afirma Vinícius Bortolossi.

Para ele, devido ao caráter plural da SME como a casa de todas as engenharias, o projeto está sendo desenhado para que atenda a estas especificidades. “Em inovação, não existe control-c, control-v. Iremos aproveitar o que a SME tem de melhor”, afirma.

Icon Hub – O hub da SME não será a primeira experiência da Neo Ventures na área de engenharia. Em São Paulo, a empresa coordena o Icon Hub, que reúne empresas de engenharia ligadas ao Sindicato da Indústria de Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP) mais a mineira MRV, para a qual o Icon Hub lançou um de seus primeiros desafios: desenvolver uma solução de criação de um condomínio com o uso apenas das ferramentas virtuais, desde a ata da reunião até o registro do condomínio em cartório.

O diretor-técnico da Neo Ventures chama a atenção para o fato de que um hub de engenharia, como o da SME não precisa, necessariamente, ter como foco as obras de engenharia em si. “É importante a gente ter consciência de que os desafios da engenharia vão além da engenharia bruta em si”, ressalta o diretor-técnico da Neo Ventures.

SME/Assessoria de Comunicação

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