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SME debate governança do risco em grandes obras de engenharia

O desmoronamento de um viaduto sobre a marginal Pinheiros, ocorrido em novembro do ano passado em São Paulo; o rompimento da barragem em Brumadinho, em janeiro; o incêndio que destruiu o centro de treinamento do Flamengo, em fevereiro; e o desmoronamento do talude da mina da Vale em Barão de Cocais não são fatos isolados. Eles são o sinal visível da ausência de governança sobre obras de engenharia cuja destruição pode causar riscos à população.

Para discutir a importância da governança sobre obras de engenharia de grande porte, a Sociedade Mineira de Engenheiros (SME) promove nesta terça-feira, a partir de 14h, o evento “Engenharia e Governança Ambiental”. O objetivo, de acordo com o presidente da SME, Ronaldo Gusmão, é abrir a discussão sobre a necessidade de se ter uma política nacional de segurança de estruturas complexas de engenharia, algo que, segundo ele, não existe hoje no Brasil.

O resultado concreto dessa situação está, a seu ver, nos últimos acidentes com barragens ocorridos em Minas, no desmoronamento do viaduto em São Paulo e no incêndio do centro de treinamento do Flamengo. “O que estamos vendo é a falta de boas práticas de governança empresarial e governamental”, afirmou Ronaldo Gusmão.

No caso das estruturas de engenharia, as responsabilidades são, segundo o presidente da SME, primeiro, do empreendedorsegundo, do Estado brasileiro. No caso do empreendedor, não é só da diretoria, mas de todos os envolvidos: diretoria, conselho de administração, acionistas e profissionais contratados pela empresa para projetar, operar e manter toda a estrutura de engenharia em perfeito estado. O segundo responsável, segundo Ronaldo Gusmão, é o Estado brasileiro, de acordo com suas atribuições constitucionais: executivo (federal, estadual e municipal), legislativo (federal, estadual e municipal), o judiciário e o ministério público (federal e estadual). 

Para discutir governança e responsabilidade do Estado, participarão do evento o ex-ministro de Meio Ambiente do Brasil, José Carlos Carvalho; o subsecretário de Regularização Ambiental da Secretaria de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Minas (Semad), Hidelbrando Canabrava Neto; e o ex-presidente do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), Roberto Messias Franco.

No painel sobre governança empresarial, falarão Patrícia Schmidt Joau e Silva, sócia-diretora da KPMG Consultoria, e Tiago Fantini Magalhães, coordenador regional do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa. No encerramento do evento, Cléber José de Carvalho, diretor regional do Comitê Brasileiro de Barragens; Carlos Eduardo Orsini, consultor do Banco Mundial e presidente da empresa de consultoria MKS; e Diego Antônio Fonseca Balbi discutirão engenharia e governança em grandes obras de engenharia.

As inscrições para o seminário são feita aqui.

 

Debate sobre Engenharia e Governança Ambiental

Local: Sociedade Mineira de Engenharia (SME)

Endereço: rua Timbiras, 1514, centro, Belo Horizonte

Horário: 14h às 19h

Mais informações: Assessoria de Comunicação da SME: 98764-8896 e 3292-3810

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