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Unifei tem apoio da Cemig em centro de inovação

Em sua cruzada para reverter a interrupção das obras de implantação do Centro Nacional de Pesquisa e Desenvolvimento do Setor Elétrico (antigo Instituto Senai de Inovação em Sistemas Elétricos), em Itajubá, no sul de Minas, o reitor da Universidade Federal de Itajubá (Unifei), Dagoberto Alves de Almeida, ganhou o apoio da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig). Em reunião na sede da empresa, em Belo Horizonte, em fevereiro (foto), o presidente da estatal, Reynaldo Passanezi Filho, afirmou que a empresa continuará apoiando a iniciativa, mas ressaltou que sua concretização dependerá de apoios adicionais de outros players do setor elétrico.

No início de março, Dagoberto Almeida e o pró-reitor Edson Pamplona reuniram-se se com os presidentes da Associação Brasileira das Empresas de Transmissão de Energia Elétrica (Abrate), Mário Miranda; e da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee), Marcos Madureira. No mesmo dia, estiveram também com o diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), André Pepitone, e osuperintendente da agência,Ailson Barbosa.

De acordo com Dagoberto de Almeida, tanto Mário Miranda quanto Marcos Madureira manifestaram interesse pela continuação das obras de implantação do laboratório. Mário Miranda, de acordo com o reitor da Unifei, foi enfático ao afirmar que esse complexo de laboratórios é de natureza estruturante para o setor elétrico nacional, ao passo que Marcos Madureira chamou a atenção sobre a necessidade de maiores esclarecimentos à comunidade de profissionais do setor elétrico para que não haja dúvidas sobre o quanto a iniciativa é importante para a infraestrutura do país.

O complexo de laboratórios já consumiu R$ 41 milhões para o projeto, terraplanagem e construção da infraestrutura inicial do investimento previsto de R$ 438 milhões. Caso estivesse concluído, seria hoje o sétimo maior do mundo em sua categoria e o maior da América latina. Iniciada em 2015, a construção foi interrompida no início de 2019 devido a dificuldades orçamentárias alegadas pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), uma das instituições, até então, patrocinadoras do projeto.

Com a interrupção das obras, a Unifei iniciou uma verdadeira cruzada em busca dos recursos necessários para a retomada do projeto. Empresários e políticos foram contatados e alertados acerca da importância desse conjunto de laboratórios para a pesquisa cientifica em uma área em que, como alerta Dagoberto Almeida, o Brasil já foi protagonista, com uma engenharia vibrante e atualizada. Como alerta o reitor da Unifei, há muito a ser feito e o apoio da Cemig é, para ele, um alento, até porque sem ela seria muito difícil garantir a continuidade da iniciativa. A expectativa agora é que outras empresas e concessionárias do setor elétrico se juntem à Cemig e também utilizem seus fundos de pesquisa e desenvolvimento com o mesmo propósito.

Desde que as obras foram interrompidas, a SME fez parte do movimento para que o projeto não sofresse interrupção. Em setembro, o reitor da Unifei, Dagoberto Almeida, foi convidado a fazer uma palestra na entidade. Na ocasião, ele ressaltou a importância do empreendimento para a pesquisa científica brasileira. Para a SME, o laboratório é importante porque constitui parte da infraestrutura de pesquisa e desenvolvimento do setor elétrico. Segundo a entidade, sem pesquisa e desenvolvimento, em qualquer área, não há desenvolvimento.

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