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Vamos fazer valer a Voz de Minas!

Paulo Brant adianta os primeiros passos no novo Governo do Estado e deseja que Minas Gerais volte a ter a importância que sempre teve no desenvolvimento do país

 

Este é um dos objetivos primordiais da nova equipe de Governo, que assume as rédeas de Minas Gerais em 1º de janeiro de 2019. Em entrevista à Revista Mineira de Engenharia, o vice-governador eleito Paulo Brant fala sobre os primeiros planos de atuação para restituir a dignidade e credibilidade do Estado. Por ser engenheiro, Brant compreende que tudo que transforma e gera riqueza na sociedade passa pela Engenharia e que o país precisa voltar a valorizá-la como se deve.

“Ainda estamos na fase de análise e avaliação da situação, mas posso afirmar que a primeira preocupação do novo Governo é restabelecer a taxa de investimentos no Estado que hoje é baixíssima. Se considerarmos a situação financeira como está agora, vamos entrar em 2019 com a capacidade de investimento quase zerada. E já pensamos em algumas alternativas que podemos seguir para mudar este quadro. Se a primeira coisa que precisamos restaurar é a capacidade financeira, isso se traduz em uma única ação: Poupar! Nenhuma organização funciona sem poupança e é ela é que vai gerar a nossa capacidade de investir”, destaca Paulo Brant.

Esta necessidade, segundo o vice-governador, vai exigir um esforço hercúleo e demandar todo o primeiro ano de Governo (e talvez o segundo também) para que possa investir nas áreas consideradas prioritárias, mas enquanto isso o Estado não pode parar. E para mantê-lo em movimento, é preciso criar alternativas de investimentos que não dependam do aporte do tesouro, como a busca por parcerias público-privadas, concessões e parcerias com organizações da sociedade, por exemplo.

Obras

O plano de Governo dos candidatos eleitos trouxe em destaque que, em um primeiro momento, o foco é finalizar as obras que já estavam em andamento ou mesmo paralisadas e só depois pensar em novas; sobre este tópico, algumas possibilidades estão sendo orquestradas. “A título de exemplo, há uma ideia que o Romeu Zema tem defendido e que tem sido considerada bastante viável de acordo com algumas conversas com lideranças na área da Saúde: pegar hospitais inconclusos, com obras paralisadas e transferir esses custos para organizações filantrópicas e sociais que possam concluir os investimentos. Logo, quando a instituição começasse a funcionar, esses responsáveis ficariam com 30% dos leitos e os outros 70% seriam usados pelo SUS. Esta seria uma forma de viabilizar este bem público para gerar serviços à população”, descreve Brant.

Sobre empresas como Cemig e Copasa, que apresentam uma capacidade de investimento muito baixa, como já foi detectado pela equipe de transição, a conclusão é que uma gestão mais profissional poderá rapidamente transformar sua situação econômica e torná-las prontas para investir. Outras áreas do Governo, como a de saneamento por exemplo, estão sendo cogitadas para captação de recursos internacionais.

“Vamos mobilizar todas as áreas do Governo para resgatar a capacidade de investimento do Estado, buscar parcerias, concessões, PPPs, entidades do terceiro setor e buscar também recursos financeiros externos. Já estamos cientes de que, em um primeiro momento, teremos dificuldades para obter empréstimos, pois o Estado já está tão endividado que dificilmente receberemos autorização. Mas este é apenas um lado da moeda. O outro lado é o que possui mais potencial. Precisamos criar um ambiente empresarial amigável para que os investimentos privados fluam para Minas”, adianta.

E todas essas ações passam pela Engenharia, pois nada é feito sem ela e é necessário resgatar seu valor não apenas em Minas Gerais, mas em todo o país. “É fato que, se compararmos o Brasil com a maioria dos países do primeiro mundo, o percentual de engenheiros formados é extremamente baixo e isso realmente prejudica o desenvolvimento do país”.

Ambiente amigável

É certo que o Estado possui atrativos em todas as áreas, mas na visão do engenheiro que também é economista, o setor público não tem conseguido criar um ambiente amigável aos investidores, pois não possuímos segurança jurídica e celeridade para resolver processos de licenciamento ambiental ou de ligação de redes de energia elétrica, por exemplo; isso os afugenta daqui.

“No fundo, o que queremos é fazer com que Minas rapidamente se torne um ótimo lugar para se empreender. São essas frentes todas que buscam fazer com que o investimento público cresça e o investimento privado aumente muito mais. Esta é a nossa meta no curto prazo. O Estado tem um grande papel, não no sentido de colocar dinheiro. Gosto muito de enfatizar que o maior ativo que o Governo tem nas economias contemporâneas não é tanto o dinheiro que ele dispõe para colocar diretamente e sim a capacidade que tem pela liderança que pode exercer, pela credibilidade e pela legitimidade para gerar um ambiente econômico que atraia o investimento privado. Este é o papel que temos chance de desenvolver”.

Paulo Brant acredita que, se o Governo conseguir um diálogo transparente e confiável com o setor privado, Minas poderá ter um grande surto de investimentos nos próximos anos e que um dos papeis fundamentais do novo Governador é fazer valer a Voz de Minas. “Vivemos em um Estado grandioso e de máxima importância, mas que perdeu espaço e diria até que está completamente abandonado. E isso tem ligação com a força política do Governador. A Voz de Minas tem que falar alto! E Minas ficou para trás mesmo. Temos muita confiança que o novo Governador terá credibilidade, legitimidade e força para resgatar um pouco dessa voz. Esta é mais uma frente que temos que atacar!”.

Transição

O período entre o resultado das eleições e a posse dos candidatos eleitos é chamado de transição e as equipes do antigo e novo Governo se encontram para passar e receber as informações necessárias para dar continuidade ao funcionamento da ‘máquina’. No caso de Minas Gerais, um fato inédito foi apresentado quando milhares de brasileiros, de diferentes Estados, se candidataram para trabalhar como voluntários no processo de transição em Minas Gerais.

“A resposta foi surpreendente e superou nossas expectativas. Essa adesão representa a confiança das pessoas nas propostas do novo Governo, ao se disporem a trabalhar, sem remuneração, numa espécie de força-tarefa em prol do Estado. São muitos profissionais com experiência nas áreas pública e de gestão, disponíveis para nos auxiliar no diagnóstico da situação em que se encontra o Estado”, avalia Rodrigo Paiva, engenheiro civil, mestre pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), integrante da comissão de transição e responsável pelo recrutamento do voluntariado.

As inscrições, realizadas por meio de cadastro disponibilizado na internet, foram feitas por voluntários de 208 cidades, de 15 estados brasileiros. Os perfis dos candidatos variaram dentro de quase 20 áreas técnicas, sendo que 23,78% deles têm mais de 15 anos de experiência na iniciativa privada e 21,04% também mais de 15 anos na administração pública. Quanto à formação, foram 99 doutores, 51 mestres, 917 pós-graduados e 679 graduados. Os trabalhos tiveram início em novembro, com foco no diagnóstico da condição atual de Minas para fazer um raio X da situação e fornecer subsídios ao processo de adequação de projetos e à reestruturação nas políticas públicas.

Sobre Marina Duarte

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